2.10.12

1% para a Cultura



«O tempo de pôr fim a este rumo de desastre é o tempo de hoje. Tempo de protesto e de recusa. Tempo de mobilização de toda a inteligência, de toda a criatividade, de toda a liberdade, de toda a cólera contra uma política que chama “austeridade” à imposição de um brutal retrocesso histórico. Defender a Cultura é uma das mais inadiáveis formas de fazer ouvir todas as vozes acima do medíocre ruído dos “mercados”. Manifestamo-nos em defesa da cultura. E agiremos em conformidade.» 


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O dr. Portas às voltas com o Excel?



 
Isto é aquilo a que pode chamar-se grande sentido de Estado de Paulo Portas e grande confiança nos seus colegas do governo, incluindo os do seu partido!

«Sem chefe de Estado ou de Governo para fazer a sua intervenção, Portugal fica relegado para as últimas horas do último dia da Assembleia Geral, que é quando intervêm todos os países sem representação ao mais alto nível (...) Desde 1997, Portugal colocou na tribuna três ministros dos Negócios Estrangeiros, um secretário de Estado da mesma pasta - Gomes Cravinho, em 2009 -, dois Presidentes da República - Jorge Sampaio em 1999 e Cavaco Silva em 2008 - e cinco primeiros-ministros.»  

Shame on us!...

Jorge Nascimento Fernandes



O Jorge morreu ontem e fui agora dar um abraço à Ana Maria que conheço há mais de 30 anos. 

Enquanto vinha para casa, rebobinei uma série de etapas desde que, há seis ou sete anos, um amigo comum – o Fernando Redondo – nos albergou no seu blogue. Eram tempos blogosféricos amenos, em comparação com os actuais, escrevíamos só de vez em quando (ele mais do que eu), trocávamos opiniões nem sempre coincidentes. Ficou a cumplicidade. 

Em 2007, eu abri este Brumas e ele criou o Trix Nitrix uns meses mais tarde. Nunca deixámos de interagir. Quando nos encontrávamos por aí, por vezes perto de casa porque éramos quase vizinhos, em sessões diversas ou em manifestações, havia um diálogo que se tornou quase um ritual. Ele suspirava e dizia, sempre a rir: «Continuo a ter inveja de ti por conseguires escrever posts com menos de dois ecrãs!». E eu respondia-lhe que continuasse a tentar... 

Nada disto tem agora importância, a não ser para mim: a internet cria laços de que só nos apercebemos quando desaparecem – por morte ou porque as curvas da vida acabam por os secar.

O Jorge lutou dez anos contra a doença, com uma coragem incrível. Nas últimas semanas terá desistido. E ontem acabou. 
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Parece um pouco assustador



... e nada auspicioso para o futuro próximo da humanidade: Mundo precisa de mais 600 milhões de empregos em 15 anos

«Cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo enfrentam o desemprego, 75 milhões das quais têm menos de 25 anos», afirma-se num relatório do Banco Mundial.

E, além disso: «Muitos outros milhões de pessoas, mulheres na maioria, encontram-se totalmente excluídas da força laboral. Olhando para o futuro, nos próximos 15 ambos serão necessários 600 milhões de novos empregos para absorver a crescente população em idade laboral, sobretudo na Ásia e na África subsaariana.» 

«O banco sugere ainda aos países que concebam políticas laborais que se possam traduzir em oportunidades de emprego e que identifiquem "estrategicamente" que postos de trabalho mais ajudam ao desenvolvimento de cada país específico, e acabem com os obstáculos que impedem a criação de um maior número desses empregos.» 

Exactamente o oposto do que a Europa está a fazer. Se o futuro próximo é extremamente preocupante a nível mundial, parece sê-lo dupla ou triplamente para os jovens europeus. Nada que não fosse já sabido, mas, com números, torna-se mais evidente e mais cruel. 
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1.10.12

E quanto ao PS


... e à triste figura que se apressou a fazer, logo após o anúncio das moções de censura pela esquerda, sugiro o mesmo que o Miguel Cardina

 «Três sugestões para o Largo do Rato: ou deixam de distribuir cogumelos alucinogénos no bar, ou dão umas lições avulsas de história recente aos seus dirigentes (já não há pachorra para a narrativa aldrabada sobre o PEC 4...) ou fazem um processo rápido de cura psicanalítica, que este paleio às vezes cheira a "transferência". E sintonizem que os tempos estão a precisar é de mais esquerda, não de abstenções violentas, hesitações indignadas e umbigos dilatados.» 
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Prós & Prós




No seguimento do post imediatamente anterior a este.
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Prós & Contras de hoje – Recusa de participação


(Gui Castro Felga)

Subscritores e subscritoras da manifestação de 15 de Setembro contra o programa "Prós e Contras" de hoje à noite 

Realiza-se esta noite na RTP1 um programa "Prós e Contras" sobre o aparecimento de grandes manifestações em vários países da Europa e os desafios que elas colocam à ordem estabelecida. Alguns subscritores e subscritoras do apelo da manifestação de 15 de Setembro "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" foram abordados pela produção do programa para estarem na plateia esta noite, juntamente com "a jovem Adriana que abraçou um polícia". No palco, a escalpelizarem longamente as manifestações e as suas características, foram convidados a estar o director nacional da PSP, um responsável da GNR e dois antigos ministros da Administração Interna.


Tendo em conta que o tema do programa, de acordo com o que lhes foi comunicado pela produção, é o próprio aparecimento das manifestações e não "a segurança nas manifestações", vários/as organizadores/as da manifestação de 15 de Setembro consideram que a discussão sem manifestantes é transformar um programa de debates numa sessão de manipulação da opinião pública. Como vem sendo demasiado hábito neste programa, estamos perante um verdadeiro "Prós e Prós", em vez de uma emissão jornalística de confronto de ideias. Diversos subscritores e subscritoras do apelo "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" recusaram estar presentes para legitimar tal emissão de características securitárias. Sugerimos aos organizadores do programa "Prós e Contras" que alterem a sua célebre promoção em que aparecem manifestantes e polícias frente a frente, tentando cada um deles perceber o ponto de vista do outro, já que o programa em questão raramente tenta dar a conhecer, de forma equilibrada, a perspectiva de ambos os lados.

Vivemos uma situação em que centenas de milhares de pessoas pela Europa se revoltam contra memorandos da troika, governos troikistas e politicas de austeridade que, com o pretexto de não haver alternativas, destroem as suas vidas. A face mediática desta política desastrosa são os debates de sentido único, como neste programa "Prós e Contras", em que a palavra é dada aos do costume e os outros estão lá apenas para fazer figuração. Discutir o momento actual segundo o ponto de vista da polícia e de ministros da Administração Interna é fazer todo o esforço possível para abafar os verdadeiros motivos da onda de revolta que varre a Europa.

Assinado por: Ana Carla Gonçalves, Ana Nicolau, António Costa Santos, António Pinho Vargas, Belandina Vaz , Bruno Neto, Diana Póvoas, Frederico Aleixo, Joana Manuel, João Camargo, Luís Bernardo, Magda Alves , Magdala Gusmão , Marco Marques , Margarida Vale Gato, Mariana Avelãs, Myriam Zaluar, Nuno Ramos de Almeida, Paula Marques, Paulo Raposo, Ricardo Morte, Rita Veloso, Rui Franco, Sandra Monteiro. 

(Daqui)
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Analfabetos éticos



Ainda a propósito das diatribes de António Borges: 

«Há pessoas assim. O mundo pode perecer, desde que o seu ego gigantesco não sofra qualquer dano. (...) AB ficou com uma ferida narcísica, pois foi ele quem ditou ao PM o repulsivo discurso de 7 de setembro. (...) A economia foi fundada em 1776 por Adam Smith, um dos mais importantes escritores morais de sempre. Nessa altura, chamava-se "política". 

A economia não fazia abstração das pessoas, nem das suas relações e valores. Hoje, o que falta em pensamento amplo sobra no malabarismo dos modelos, manejados por aprendizes de feiticeiro. Analfabetos éticos que têm semeado, com impunidade, a ruína pelo mundo. Do subprime ao escândalo da Libor. Ensinando uma opinião arrogante, disfarçada de ciência. Uma economia sem "coração", nem economia chega a ser. Já "chumbou" no exame da Vida.»  

Viriato Soromenho-Marques

Última hora – União das esquerdas



Perante a notícia de uma iniciativa conjunta de PCP e BE, a ser anunciada esta tarde, António José Seguro acaba de recordar que é o líder do maior partido de esquerda e convoca uma conferência de imprensa, a três, para esta noite. A expectativa é grande, mas parece que «já está» – desta é que é! 

Também tenho direito à minha Imprensa Falsa, não? É que começa a irritar-me muito ver tantas reacções ao anúncio de ontem, nas quais, velada ou explicitamente, se recorda que há mais esquerda para além de comunistas e bloquistas, como se estes tivessem culpa de que outros recusem juntar-se-lhes, depois de se terem deslocado aceleradamente para o centro – ou para «o meio», como agora é moda dizer-se. 
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Também marcou presença, claro


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30.9.12

É já depois de amanhã



d(Eficientes) Indignados

Esperamos ter muita gente na concentração que convocámos para o dia 2 de Outubro.

Mas vai ser mais do que uma concentração.

Vai ser uma vigília. Uma vigília a sério.

VAMOS FICAR EM FRENTE À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, DE DIA E DE NOITE, ATÉ SERMOS OUVIDOS PELO GOVERNO.

Quando está para ser discutido o Orçamento Geral do Estado de 2013, ainda há uma correcção a fazer ao de 2012. 

Não admitimos o corte de 30% na verba para produtos de apoio. Para que se saiba, produtos de apoio são o que necessitamos para viver. São fraldas, são sondas, são cadeiras de rodas, é tudo aquilo que a lei diz que é de atribuição UNIVERSAL e GRATUITA e que nos recusam ano após ano. 

Sairemos de lá quando for reposta a verba necessária para os pedidos que foram recusados.

Relativamente à discussão do orçamento de 2013 temos uma proposta para os partidos da governação:

SEJAM COERENTES 

Quando José Sócrates nos retirou os Benefícios Fiscais em 2007, defenderam a nossa posição e apresentaram propostas de alteração à Lei do Orçamento no sentido da reintrodução dos Benefícios Fiscais. Só exigimos coerência e que voltem a apresentar a mesma proposta corrigindo os valores de acordo com a inflação verificada desde então.

VAI SER ASSIM. 

SABEMOS QUE VAI SER DIFÍCIL, MAS JÁ ESTAMOS FARTOS DE SER CIDADÃOS DE 2ª.
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Optimismo



Um povo que sobreviveu a este passado que teve há-de pôr fim ao pesadelo que está a ter agora. 

(Imagem «oferecida» por António Domingues no Facebook)
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