9.1.13

Fui ver a lista de deputados da AR



... e esta senhora ainda lá está, embora tenha uma falta injustificada na sessão do passado dia 4.

«Glória Araújo, deputada do Partido Socialista (PS), foi detida na passada sexta-feira em Lisboa, por conduzir com excesso de álcool no sangue (2,41 gramas por litro), bem acima do limite a partir do qual esta infracção é qualificada como crime (1,2 g/l). (...)
A deputada socialista faz parte da Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, sendo suplente na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e na Comissão de Defesa Nacional. A nível partidário, integra a comissão nacional do PS.
Glória Araújo já participou até em acções sobre a segurança na estrada, como a Comissão Interparlamentar da Segurança Rodoviária (Setembro de 2008) e um encontro com empresários em Lousada para debater a Estratégia Nacional para a Segurança Rodoviária (Março de 2009).»


A não ser que a notícia seja falsa, ou se prove que o aparelho que lhe mediu o álcool no sangue estava alucinado, esta senhora, que é uma figura pública, cometeu um crime também público. Por este simples facto, e independentemente de qualquer tipo de moralismo, em qualquer país decente, já teria pedido a demissão de deputada ou teria sido forçada a pedi-la. 

Dúvida inocente: irá permanecer na AR? Ou acabou definitivamente a moralidade e bebem todos? 


P.S. – DIAP avalia se deputada pode invocar imunidade
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8.1.13

Carolina



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Informadores da GNR: a ouvir com atenção



Será que este major Fonseca, da GNR, tem autoridade para o que está a dizer e consciência da gravidade das suas afirmações?

A GNR tem agentes civis no terreno, não só mas também, «para fornecerem às forças policiais informação privilegiada sobre o que se passa nas suas comunidades»? Quem autorizou exactamente o quê? Onde está o despacho, regulamento, ou seja lá o que for, que autoriza esta actividade e com que âmbito? Um novo serviço de informações de homens de boa vontade? Ora...Sabe-se como estas coisas começam e como habitualmente acabam!
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Presente mais que imperfeito com futuro condicional



... é o texto de uma bela crónica de José Vítor Malheiros, hoje, no Público (sem link).

«Na política portuguesa, o futuro deixou de existir. Claro que existirá quando lá chegarmos, mas deixou de existir como futuro, como lugar para onde nos podemos projectar, como um tempo que sucede ao presente, como um tempo para onde podemos fazer planos, sonhar e ter esperança. Estamos aprisionados no presente, no interior de um daqueles pisa-papéis de vidro maciço, com bolinhas coloridas a flutuar à nossa volta, de olhos bem abertos mas com a mesma impossibilidade de olhar para o dia de amanhã que temos de olhar o Big Bang nos olhos. O horizonte do acontecimento para além do qual nada é sequer remotamente perscrutável é hoje à meia-noite. É todos os dias à meia-noite. (...)

Nada desse futuro do outro lado do espelho decorre da vontade do povo ou do interesse da maioria ou dos programas eleitorais e, por isso, todos os exercícios de previsão com base na lógica e na democracia se mostram inúteis. Tudo o que possamos imaginar é acto de fé, superstição, especulação metafísica ou ficção científica. (...)

Nesse futuro insondável e irracional nem a lei da gravitação universal permite fazer previsões. O poder político já não atrai, mas repele. O Governo não quer o poder e a oposição também não, o PR ainda menos. Ou talvez não, não se percebe. E o Parlamento só passa espectáculos de circo, com Luís Montenegro, esplendoroso no seu dólmen vermelho e dragonas douradas, gordo como uma rã que quer ser tão gorda como um boi, a rir de satisfação em cima do seu elefante, enquanto Assunção Esteves, alheada do mundo, linda com a sua sombrinha nova, faz piruetas sobre o arame. (...)

Neste futuro imperscrutável há umas escassíssimas certezas, que qualquer cartomante de feira pode garantir: os offshores vão continuar a mandar, o PSD e o CDS a obedecer, Seguro não saberá o que pensar e Relvas vai-se safar. Tudo o resto é nebuloso. (...)

A única vantagem deste cenário é que, como o futuro não tem nada que ver com o presente, não há nenhuma razão para sermos bem-comportados e esperarmos uma recompensa pelos sacrifícios. O futuro já está decidido pelo Joker e o Joker faz sempre batota. Resta-nos, para não perder a dignidade, perder a paciência.» 
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7.1.13

Portugueses, os europeus preguiçosos que mais impostos pagam



«Portugal tem este ano a carga de impostos mais pesada da Europa. Os mais penalizados são os pensionistas com rendimentos mais altos.»

Vídeo com todos os detalhes AQUI.
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Camarade

E um pano encharcado na cara?



Durão Barroso, esta manhã:

«Fico por vezes surpreendido ao ver que o debate, no nosso país, está de tal maneira concentrado no curto prazo e que não se reflecte suficientemente nas oportunidades imensas que a resposta a esta crise pode abrir, está a abrir, a um país como o nosso.» 
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Voando sobre um ninho de cucos

6.1.13

Carta à República




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Guardemos uma privatização para o camarada Kim Jong-un porque ele vem a caminho

Felizes para sempre



(Autor: Eduardo Filipe Sama)
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Perdido na enxurrada



«Cavaco Silva [no discurso de Ano Novo ], para não variar, tentou salvaguardar a sua posição. Não a instituição Presidência da República, de que é temporariamente titular, mas o político Cavaco Silva, o que nunca se engana e raramente tem dúvidas, que adivinha sempre o que vai acontecer e que depois não se esquece de nos lembrar as suas previsões. (...)

Mas afinal não, Cavaco Silva não salvaguardou a sua posição. Não conseguiu sacudir a água do capote. Cavaco, mais que tudo, não resolveu o seu problema. E o seu problema não é o Orçamento, não é o de decidir pela fiscalização preventiva ou sucessiva, vetar ou não politicamente o diploma, abrir uma crise ou não. O seu problema é de credibilidade. Cavaco Silva, enquanto Presidente, já cometeu demasiados erros, já disse demasiadas vezes "eu não disse?", já brincou demasiadas vezes ao "passa ao outro e não ao mesmo" para que se possa confiar nele. O que será, será; a única certeza é que nada acontecerá pela mão dele. Ele irá sempre na enxurrada das circunstâncias. O problema é se não é a sua própria presidência a ir na enxurrada.»

Pedro Marques Lopes