11.2.14

Guiné Equatorial e CPLP



Parece certo que «Portugal deixou de oferecer resistência à entrada na CPLP do país africano de língua castelhana, acusado de altos índices de corrupção e desigualdade económica» e apenas garantirá a abolição da pena de morte. Isto quando a Guiné Equatorial injecta 133,5 milhões de euros no Banif, através de uma empresa que passará a deter 11% do capital daquele banco. Infelizes coincidências...
É portanto mais do que provável que este país que tem o PIB per capita mais elevado de África, e um dos maiores do mundo, mas onde 70% da população vive na pobreza, venha mesmo a juntar-se à CPLP, para o que será decisiva uma reunião que terá lugar em Dili, no próximo mês de Julho.

Entretanto, centenas de organizações do Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe, reunidas no movimento cívico «Por uma Comunidade de Valores», exigem o respeito pelos direitos humanos e pelos princípios democráticos da CPLP, menos do que satisfatório na Guiné Equatorial.

Atendendo a que Xanana Gusmão será o anfitrião do encontro que terá lugar em Dili, um grupo de organizações e personalidades dirigiu-lhe agora uma carta em que apelam à memória histórica de Timor-Leste, que foi «profundamente marcada pela resistência à opressão e contou com uma persistente solidariedade dos ativistas de defesa dos Direitos Humanos».

Texto da carta:

Foi há 7 anos



... a vitória do «Sim» no referendo sobre interrupção voluntária da gravidez. Uma data a nunca esquecer, uma conquista civilizacional a defender, custe o que custar. Quando nada, mesmo nada, parece hoje definitivamente adquirido.


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Sem Miró nem TGV



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10.2.14

E quanto à Suíça



Aspecto da actual equipa nacional de futebol se as restrições à imigração, ontem aprovadas em referendo, já estivessem em vigor. 
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Diálogos previsíveis


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Quem não o faz levante o dedo



«Ser de esquerda é hoje tão difícil que muito do bom povo de esquerda, não alinhado com nenhum partido, se identifica com regularidade com as posições de personalidades como a ex-ministra da Educação e das Finanças de governos PSD - e antiga líder do PSD - Manuela Ferreira Leite; do ex-líder parlamentar do PSD no tempo de Cavaco primeiro-ministro e membro da sua Comissão Política José Pacheco Pereira; do ex-ministro das Finanças do governo PSD/CDS liderado por Santana Lopes e conselheiro de Paulo Portas nos assuntos económicos Bagão Félix ou da jornalista e comentadora política Constança Cunha e Sá que nunca foi de esquerda. As coisas estão decididamente a ficar muito confusas.»

Ana Sá Lopes no Editorial do i.
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Essa é que é essa


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País esburacado



«A sociedade portuguesa está assolada por térmitas. Elas vão destruindo a casa onde vivemos, enquanto os portugueses que não emigraram estão sentados a preparar os seus recibos de facturas com número de contribuinte antes do sorteio semanal das Finanças. Por detrás de números cativantes sobre a economia e o desemprego, as térmitas vão produzindo estragos nos pilares da democracia portuguesa.

O que aconteceu há uns dias a um jovem de Chaves, que teve de percorrer centenas de quilómetros em ambulância e, depois, em helicóptero, para ser hospitalizado em Lisboa, prova que Portugal é hoje um habitat perfeito criado pelas nossas térmitas, a troika e o Governo. (...)

Se este é o novo modelo de Portugal, a praga das térmitas teve os seus resultados. Está a ser vitoriosa, em nome do combate à dívida e ao défice. O "sucesso" pode medir-se no Ministério das Finanças. Não se vê em Chaves.»

Fernando Sobral, no Negócios de hoje.
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9.2.14

Beatles, 9 de Fevereiro de 1964

Ei-los que partem



A não perder: uma excelente reportagem de Paulo Moura, no Público de hoje: Ei-los que partem pelo direito ao último terço da vida.

«Se cada vez se vive mais anos e se cada vez há menos empregos, a que os mais velhos têm cada vez menos acesso, este tipo de fluxo migratório é inevitável. É este o paradoxo de uma sociedade com indicadores demográficos do mundo desenvolvido e económicos do subdesenvolvido: cada vez há mais cidadãos de meia-idade a engrossar as fileiras de um exército de vencidos.» 




A música também podia ser esta:

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Praxes, ainda



«Muitos daqueles jovens adultos (e até alguns catedráticos serôdios) pensam com tocante ingenuidade que a malta antes do 25 de Abril andava a lutar pela liberdade para eles no século XXI poderem ter direito à sua humilhaçãozinha por causa do livre-arbítrio.» 

Ana Cristina Leonardo, em «Actual» do Expresso de 8/2/2014.
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Eu não me conformo



Clicar na imagem para ler este belo texto de Nicolau Santos, no caderno de Economia do Expresso de 8/2/2014.

«Mas sobretudo, senhor primeiro-ministro, não me conformo que me diga que tenho de me conformar com esta apagada e vil tristeza em que o senhor nos está a lançar.» 
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