25.8.15

25.08.1944: a Libertação de Paris



Entre 19 e 25 de Agosto de 1944, a libertação de Paris pôs fim a quatro anos de ocupação.

Nesse mesmo dia 25, Charles de Gaulle, chefe do Governo Provisório, fez um discurso à população, que ficou célebre e imortalizado em algumas frases: «Paris outragé! Paris brisé! Paris martyrisé! Mais Paris libéré!».




E há também canções «eternas»:




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Até fui buscar um binóculo

Passos Coelho e os Kiss



«A banda norte-americana Kiss nunca foi conhecida pela qualidade da música mas sim por os seus membros surgirem com a cara pintada durante os concertos. Os espectadores, mais do que escutarem o que cantava o vocalista, eram conquistados pela pirotecnia utilizada, de guitarras que deitavam fumo, ao fogo que saia da boca dos músicos.

A música era irrelevante. A pré-campanha eleitoral nacional é, neste momento, um gigantesco concerto dos Kiss: tem muito ruído e poucas ideias. Só os partidos do Governo têm interesse nisto, como parece ser evidente. (...)

PSD e CDS usam a táctica de Maquiavel: dividir para reinar, calar para ganhar. A sua política é a de liquidificador: ruído máximo enquanto se mistura o que é importante com o que não é. Em vez de fruta, os cidadãos bebem um batido com muito gelo feito com água da torneira. É esta ideologia da confusão que tem servido desde há muito a Passos Coelho, desde os tempos em que se socorreu dela nas chamadas "redes sociais", para conquistar o poder no PSD e, depois, no país. É também a sua política: viver sem olhar para trás, em máxima aceleração, para impedir o sossego e deformar a realidade. Os Kiss não fariam melhor.»

Fernando Sobral
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24.8.15

Somos extraterrestres



O mundo à beira nem se sabe de quê e nós com a transcendente questão dos debates entre nem se sabe quem. 
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Léo Ferré: 99 seria uma bela idade



Nasceu no Mónaco em 24 de Agosto de 1916, o pai trabalhava no Casino, a mãe era costureira e Léo, com 7 anos, já cantava no coro da catedral.

Deixou-nos preciosidades que resistem a todas as décadas, com letras suas ou de Aragon, Rimbaud e mais uns tantos. Quatro dessas «preciosidades», entre muitas outras:








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Dica (122)

A ovelha Choné e as promessas



«Esta é a primeira campanha em que os líderes não prometem e fazem apenas "projecções". É também o símbolo da ideologia pelintra que guia o destino nacional nestes dias. A política segue agora, de forma jocosa, a forma agitada como a ovelha Choné agita a rotina enfadonha em que vive, no rebanho e na quinta. Os anúncios governamentais dos últimos dias têm assim muita graça, mas não tanta como ele julgava que teriam. O governo legisla sobre os mais idosos mas na prática isso só se poderá traduzir em algo de real se o Parlamento, na próxima legislatura, alterar o Código Penal. Inaugurou-se assim a anedota pitoresca da época eleitoral.

Descontente por não merecer atenção especial nos últimos meses, o ministro Nuno Crato também decidiu mostrar que não é um holograma e que existe. Assim decidiu anunciar que vai haver obras no Conservatório Nacional, uma atitude inteligente porque um dia destes teria de se construir uma escola nova. Crato, com o seu indefinido magnetismo de mestre da instrução primária, logrou inovar: o concurso para as obras só "deverá ser lançado" em Outubro e as obras só se farão para o ano. Depois das chuvas, presume-se. Ou seja, agora já não se inauguram estradas que não estão terminadas nem fazem duas inaugurações da mesma obra. Isso é "politicamente incorrecto" nesta era das "não promessas". Agora anuncia-se obras que talvez sejam outros ministros a fazer. Se estiverem para aí virados. Se o dinheiro da UE chegar. Se a degradação do Conservatório não for total em Março ou Abril. A ovelha Choné é a "spin doctor" da política nacional.»

Fernando Sobral
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23.8.15

Noite de eleições



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Dica (121)




«“O que é interessante é que o ministro das Finanças alemão é um homem que percebe isto melhor que ninguém. Num intervalo de uma reunião, perguntei-lhe: 'Assinaria isto, este acordo?' e ele respondeu: 'Não, não assinaria. Não é bom para o vosso povo'.»
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23.08.1927 ─ Sacco & Vanzetti



Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti foram acusados do homicídio de duas pessoas, nos Estados Unidos, e acabaram por ser condenados à pena de morte e electrocutados em 23 de Agosto de 1927, apesar de, cerca de dois anos antes, uma outra pessoa ter confessado ser autora dos crimes.

Na sessão do tribunal em que a sentença da condenação foi lida, Vanzetti incluiu o seguinte nas suas longas declarações finais:

«I would not wish to a dog or to a snake, to the most low and misfortunate creature of the earth. I would not wish to any of them what I have had to suffer for things that I am not guilty of. But my conviction is that I have suffered for things that I am guilty of. I am suffering because I am a radical and indeed I am a radical; I have suffered because I am an Italian and indeed I am an Italian...if you could execute me two times, and if I could be reborn two other times, I would live again to do what I have done already.»

Nunca pararam as reacções e os protestos contra um caso que, com toda a sua trama, passou a funcionar como um símbolo de desrespeito flagrante pelos princípios da justiça na América.

Deu origem a um filme, inspirou escritores, pintores, músicos como Woody Guthrie . Joan Baez viria a consagrar uma das canções mais divulgadas, até Dulce Pontes interpretou «The Ballad of Sacco e Vanzetti», etc., etc.







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Leitura importante



«Hemos aprendido una cosa: Mientras el supuestamente independiente y apolítico Banco Central Europeo pueda cerrar el grifo del dinero a un gobierno de izquierdas, una política que se oriente hacia principios democráticos y sociales será imposible. El exbanquero de inversión Mario Draghi no es ni independiente ni apolítico. Él trabajaba para Goldman Sachs, en el momento en que ese banco de Wall Street ayudó a Grecia a falsear los balances de su contabilidad. Así fue como se hizo posible la entrada de Grecia en el euro. (...)

La pregunta, por todo ello, no puede ser para nosotros: “¿dracma o euro?”, sino que la izquierda debe decidir, si a pesar del desarrollo social catastrófico se sitúa a favor de una permanencia en el euro, o por el contrario se pronuncia en favor de una reconversión escalonada hacia un sistema monetario europeo más flexible. Yo estoy a favor de una vuelta a un sistema europeo de monedas que tenga en cuenta las experiencias aprendidas con este sistema monetario y que con su construcción beneficie a todos los países que formen parte del mismo. (...)

La izquierda europea debe ahora desarrollar un plan B para el caso de que un partido en uno de los miembros europeos se vea en una situación parecida. El código europeo debe ser reconstruido de tal forma que se le quite el poder al Banco Central (que no está legitimado democráticamente) de anular la democracia a golpe de botón. La introducción escalonada de un nuevo sistema monetario europeo allanaría para ello el camino. También la izquierda alemana debe desenmascarar el mantra de Merkel según el cual “si muere el euro, entonces muere Europa”. El euro se ha convertido en un instrumento de dominación económica de la economía alemana y del gobierno alemán en Europa. Una izquierda que quiera una Europa democrática y social, debe cambiar su política europea y escoger nuevos caminos.»
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Grécia, Europa e as reviravoltas que o mundo dá



«A Europa passou meses a tentar esmagar Alexis Tsipras. Mas agora que o primeiro-ministro de esquerda da Grécia pediu eleições antecipadas, e que espera obter um mandato para o difícil novo programa de resgate, que negociou com os credores de seu país, a Europa, curiosamente, pode estar a investir no seu sucesso.

A Grécia nunca deixa de surpreender e os oito meses de turbulento mandato de Tsipras provaram que é raramente previsível. Mas o homem que muitos líderes europeus consideraram como uma arma de destruição populista apresenta-se agora como uma figura que pode assegurar pragmatismo e estabilidade - e pôr em prática um tipo de programa de austeridade contra o qual já investiu furiosamente.

"Tenho a certeza de que ele conversou com os líderes europeus e que eles concordam com aquilo que está a fazer agora", disse Harry Papasotiriou, professor de relações internacionais na Universidade Panteion, em Atenas.»

Na íntegra aqui, para quem tiver acesso ao New York Times.
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