28.8.15

28.08.1963: «I HAVE A DREAM !»



Em 28 de Agosto de 1963, Martin Luther King pronunciou este seu célebre discurso, durante a «March on Washignton for Jobs and Freedom» que pode ser recordada neste vídeo.




A propósito:






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27.8.15

Heroísmo é isto

Dica (124)




 «'National parties forming flimsy alliances within a Europe that operates like a bloc, like a macroeconomy, in its own interests—that model doesn't work anymore. I think we should try to aim for a European network that at some point evolves into a pan-European party.'»
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Um energúmeno sem qualidade



Ricardo Araújo Pereira, na Visão de hoje, a propósito do incidente no comboio Amesterdão – Paris:

«O terrorista deixou-se dominar por quatro turistas, sendo que um deles era um consultor informático sexagenário. Não deve haver muitas coisas mais humilhantes para um terrorista do que ser imobilizado por um idoso especialista em Java Script.
O curso de terrorismo que este delinquente frequentou foi, provavelmente, ministrado por uma espécie de Tecnoforma síria, mais interessada em recolher fundos do Estado Islâmico do que em fornecer formação criminosa de qualidade.»

Na íntegra AQUI.
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E continuam


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As sombras chinesas



«Quando Cao Guangjing foi removido da liderança da China Three Gorges (e, como consequência, da EDP) e colocado como vice-governador da província de Hubei, tudo apontava para que ele tivesse caído em desgraça.

E que tivesse tido um regresso forçado ao local onde a gigantesca barragem tinha sido construída com todas as dúvidas ambientais daí decorrentes. Hoje, talvez como ironia do destino, Cao é a voz mais audível do poder chinês no estrangeiro sobre a necessidade de "reduzir as energias fósseis" e de dar uma atenção redobrada às questões ambientais.

O nevoeiro que constantemente paira sobre Pequim explica isso e muito mais. Tal como as sombras chinesas que não permitem entender todos os contornos da crise das bolsas e o que elas revelam sobre a mudança interna na China. A China chocou frontalmente com a sua cavalgada pelo desenvolvimento. A liderança chinesa cultivava a velha tradição de continuidade entre a guerra e a paz através do reforço do poder do Estado, ao contrário da ocidental de Roma e Atenas que separava os tempos de guerra e de paz. Mas a China mudou.

Em Pequim pensa-se hoje que a riqueza do Estado é alcançada se os interesses do mercado e dos empresários forem bem protegidos. Ou seja, o Estado está ao serviço do mercado para o proteger. Mas isso faz-se com um poder politicamente forte. Nesse sentido a destruição do mercado seria o vírus que arruinaria o Estado. Nesta crise cruzam-se dois dilemas: a reformulação do modelo económico chinês, de exportador de consumo e produção interna (como as multinacionais já estão a sentir) e o futuro do modelo político.

Ao contrário da democracia, instável no dia-a-dia, mas estável no longo prazo, o sistema chinês pode parecer estável hoje e ser instável a prazo. Por isso, Xi Jinping, para salvar o Estado, precisa de mudar a economia chinesa. Usando a campanha anticorrupção para concentrar o poder nas suas mãos e, assim, proteger a teia económica que vive do Estado. A presente crise é o fruto proibido da mudança de um sistema.»

Fernando Sobral
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26.8.15

Dica (123)




«China is not going to drive global demand any more. The rest of the world must now resign itself to lower growth for the foreseeable future. Countries must find ways of generating their own domestic demand. This suggests that loosening, rather than tightening, both monetary and fiscal policy will be the appropriate course of action for most countries, including the US and UK, in the near future. Interest rate rises? Forget it.»
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Algures na Grécia


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Quando os refugiados éramos nós

O crash chinês já cá chegou




Prejuízo de cem milhões de euros da Fidelidade, vendida à chinesa Fosun. 
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A maratona das privatizações



«Marco António Costa, no seu estilo monotonamente áspero, conseguiu tirar do bolso a ideia que o espírito governamental é de "maratonista". Como ideia embalsamada é louvável, mas tem o aroma estragado. (...)

É incompreensível esta fúria, a um mês das eleições, para despachar contra tudo e contra todos um serviço público ao primeiro turista que passe defronte do Ministério da Economia. António Pires de Lima poderia tê-lo feito antes, com tempo e transparência total. Fazer tudo a correr, diminuindo inclusivamente os prazos, e enviando cartinhas perfumadas a dezenas de entidades para ver se alguma avança, não causa apenas estupefacção. Causa um arrepio na espinha.

Pior: o Ministério da Economia diz ir fazer um "ajuste directo", como se o único objectivo fosse encontrar alguém que tome conta da ocorrência. Sem que haja transparência total na decisão do Estado, sem ouvir a autarquia do Porto, ignorando os prazos decentes para se decidir com juízo e recato. Fala Marco António Costa de maratonas? António Pires de Lima corrige-o com acções: corre, sabe-se lá para onde, com os pulmões a saltar-lhe pela boca. O Ministério da Economia diz ainda que a urgência é ditada pelo "interesse público". Como momento de humor era melhor terem contratado John Cleese. Sempre levaríamos a piada a sério. Assim percebem-se melhor as palavras de Marco António Costa: no dicionário consultado pelo Governo uma maratona é uma prova de 100 metros. Sem barreiras.»

Fernando Sobral
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