30.7.13

Há 39 anos, um 30 de Julho bem mais interessante



No dia 30 de Julho de 1974, milhares de pessoas concentraram-se junto ao Palácio de Belém para manifestarem ao Presidente da República a alegria pelo fim da guerra colonial. A manifestação foi convocada pelos três partidos representados no II Governo Provisório: PCP, PS e PPD.

Ler notícia detalhada neste Diário de Lisboa, pp. 1 e 4.

(Na véspera, tinha sido assinado, em Argel, o acordo que reconhecia a independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.) 
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O 199º estudo sobre o futuro da RTP

Governo, no reino de «faz de conta»



O governo terá estabelecido 2 de Agosto como data limite para que as direcções gerais e regionais da Administração Central do Estado «reformulem os horários de trabalho e apresentem os mapas de pessoal com vista à racionalização de efectivos», tendo em conta as medidas aprovadas ontem na Assembleia da República sobre aumento do horário de trabalho para 40 horas e regime de requalificação dos excedentários.

Acontece que os partidos da oposição já ameaçaram recorrer ao Tribunal Constitucional para evitar a aplicação das leis em questão. Assim sendo, no caso de o dito TC dar provimento a estes recursos, estaremos de novo envolvidos num imbróglio sem fim, mas agora mais grave. Porque, se já foi a confusão em que ainda estamos metidos quanto aos subsídios, sempre é mais fácil pagar qualquer coisa em duodécimos, centésimos ou milésimos, do que mexer no regime de trabalho de pessoas (é disso que se trata, certo, e não de transferências bancárias...) Para simplificar: se as chefias vão contar agora com mais cerca de 14% de tempo semanal de cada trabalhador e, tendo isso em conta, dispensar x pessoas para a tal «requalificação», o que farão se se mantiver o horário das 35 horas por decisão do TC?

Para além de tudo o resto que está em questão, o governo dá assim mais um exemplo de péssimo profissionalismo, ordenando que as suas chefias trabalhem com base no «faz de conta». A pressa e a precipitação são inimigas não só do bom mas até do sofrível. 
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Agora é que vai ser



«Para nós portugueses, os que sofremos com todos os desvarios presentes e passados, seria bom que o Governo mudasse de política e de atitude perante os nossos credores. Que este novo Governo abandonasse os delírios revolucionários Que a incompetência desse lugar ao mínimo bom senso. Que subitamente Passos e Portas se transformassem em estadistas. E isso será talvez tão fácil como pôr galinhas a voar. Impossível, mesmo que se diga muitas vezes, batendo com a mão no peito, que agora é que vai ser.»

Pedro Marques Lopes
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29.7.13

Novigramática


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Buñuel, Luis



Luis Buñuel morreu há 30 anos, em 29 de Julho de 1983. Nascido espanhol, naturalizado mexicano, foi certamente um dos realizadores mais controversos, irreverentes, e mesmo «escandalosos», do século passado.Bem jeito dava que andasse por cá para retratar este século XXI...

Desde que, com 17 anos, rumou a Madrid para frequentar a universidade, entrou em círculos ligados a cineclubes e inseriu-se em grupos onde se tornou amigo de Dalí, García Lorca e mais uns tantos. Em 1925, partiu para Paris, via três filmes por dia, iniciou actividade como crítico de cinema e aproximou-se cada vez mais dos surrealistas que o adoptaram definitivamente depois da exibição do seu primeiro filme – «O Cão Andaluz» – em 1929.



Seguiu-se «A Idade de Ouro» (1930). Cinco dias depois da estreia, grupos de extrema direita atacaram a sala onde o filme era exibido, as autoridades francesas proibiram-no e recolheram as cópias existentes. Seguiu-se meio século de censura até que reapareceu em Nova Iorque em 1980 e um ano depois em Paris.



Seguem-se etapas complicadas nos Estados Unidos, no México e de novo em França, mas recorde-se apenas um dos seus filmes mais emblemáticos, «Viridiana», absolutamente inesquecível, de 1961, que ganhou nesse ano a Palma de Ouro em Cannes, mas que, depois de ser condenado pelo Osservatore Romano que o classificou como «blasfêmia» e «sacrilégio», foi proibido pela censura em Espanha e só veio a ser exibido em 1977. (Vale a pena ler este texto de Lauro António.)



A célebre cena da Última Ceia:


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Em dia de votações sobre funcionários públicos



«Se não for preciso tanta gente como a deste governo para fazer isso, essas pessoas têm de ir fazer alguma coisa para outro lado, não pode o Estado podemos nós ficar a pagar-lhes eternamente para fazer o contrário do que não é preciso.»

(A partir daqui)
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Regresso ao (nosso) futuro?



Segundo uma fonte grega, de todo o dinheiro que entrou ou vai entrar na Grécia, via Troika ou através de privatizações, entre 2010 e 2014, 1,6% vai para o orçamento de Estado, para a economia real e para as pessoas, revertendo os restantes 98,4% para os credores internacionais FMI, UE e BCE.

«Temos orgulho em entregar a última fatia do nosso aos nossos credores» – diz alguém.

(Daqui)
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28.7.13

As Cidades e as Praças (51)



Praça Charles Aznavour, (Yerevan, 2012)




(Para ver toda a série «As Cidades e as Praças», clicar na etiqueta «PRAÇAS».)
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Afinal, ele quer mesmo a União Nacional?



Se ontem ainda se podia pensar que a utilização do termo pelo primeiro-ministro tinha sido apenas descuido ou falta de memória histórica, a insistência, hoje, já parece mais suspeita.

Mas onde quaisquer dúvidas se dissipam é se recuamos a 25 de Abril de 2011, com o PSD ainda na oposição, e relermos o que Passos Coelho então disse: «Ter a ideia de que, como estamos com um problema muito sério para resolver, temos de fabricar em Portugal uma espécie de União Nacional é uma perversão, ainda para mais a ser invocada num dia como este, porque a União Nacional não é desejada em Portugal, nem pelos que têm memória da que já existiu, nem por aqueles que, com prudência, aprendem lições do passado.» (É melhor ouvi-lo.)

Sejamos portanto claros: o primeiro-ministro, ontem, sabia mesmo o que queria dizer e o que era para ele uma «perversão» em 2011 deixou de o ser. Interpretem-se as diferenças. 
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Baralhados andamos todos

Clicar na imagem para ler melhor.

(Via «A Criada Malcriada» no Facebook)
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O mundo pula e avança



No século XIX, os jornais noticiavam que a família xyz, da alta burguesia lisboeta, se tinha deslocado na véspera para as suas férias de Verão em Paço de Arcos, com criados, panelas e colchões devidamente transportados numa carroça. 

Não mudámos muito, tornámo-nos apenas mais internacionalistas: hoje dizem-nos que David Cameron foi comprar peixe ao mercado de Aljezur e que Pamenla Aderson veio ao Algarve para uma festa de anos.
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