18.7.15

Nunca esperei



… ver pandas vermelhos em Nova Iorque, mas aconteceu.

Quanto aos porcos a andar de bicicleta, estão todos na Europa e, daqui a dois dias, já tentarei percebê-los. 
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16.7.15

Ver o mundo das alturas



Uma das novas atracções de Nova Iorque é subir ao topo do One World Trade Center, perto do 9/11 Memorial, onde se encontra o One World Observatory. Aberto ao público desde o fim de Maio, atrai multidões e há que estar preparado para uma fila razoável para comprar um bilhete que lhe dará direito a entrar… duas horas e meia mais tarde.

Sobe-se 102 andares por elevador em menos de um minuto e chega-se ao cimo daquele que se gaba de ser, actualmente, «o edifício mais alto do hemisfério ocidental». Tem-se então, aí e sobretudo dois andares mais abaixo, 360º de Nova Iorque à disposição, numa perspectiva magnífica, nova, e diferente, daquela a que nos habituámos no Empire State Building (até porque o vemos, agora que passou a nº 2…).

Com o requinte das novas tecnologias, é possível localizar e focar, num tablet, cada edifício ou espaço importante de Manhattan e ver, em detalhe, a sua estrutura, história e funcionalidade.

Visita obrigatória – sobretudo para quem, como eu, vem mostrar tudo isto a um neto de 10 anos…



15.7.15

Estranheza, apesar de tudo



Skyline de Nova Iorque como ainda não tinha visto. Continua a ser estranho! 

De resto, nada de muito novo para quem não vinha cá há uns anos, excepto a maior variedade de origens nas multidões de turistas (Julho é mês forte), tudo um pouco mais caro (parece-me), Times Square apinhado de gente, dia e noite, apenas porque sim. 

O tempo é pouco para grande considerações, mas continuo a agradecer aos deuses por me terem trazido para fora do velho continente nestes dias. Respiro muitíssimo melhor. 
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14.7.15

E Nova Iorque aqui tão longe



Não podia ter tido melhor pontaria: programar uma saída de Portugal – e da Europa – para algumas horas depois do fim de uma triste maratona europeia de péssima memória. E como o motivo de uma curta estadia nesta espantosa cidade é mostrá-la a um neto de 10 anos, a sorte de não estar por aí torna-se um bálsamo e amortece o resto. 

A vida continua – provavelmente com um futuro bem melhor deste lado do Atlântico. 
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12.7.15

Dica (94)



Cassete nunca mais! (António Bagão Félix ) 

«Há dias, António Costa deu uma entrevista à TVI. A certa altura, afirmou que Passos Coelho respondeu a uma certa questão com a cassete do costume. E eu fiquei a pensar que António Costa respondeu à resposta com uma outra cassete (ou a mesma?). Com cassete se dá, com cassete se apanha. (não confundir cassete com outro galicismo homofonamente parecido). É que a cassete representa uma forma política de empate, enquanto resultado ou de empatar, enquanto acção.»
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Grécia: o estado da questão


Vale muito a pena conhecer esta leitura calma e informada do estado da questão, depois do dia de ontem, feita por Marisa Matias.  

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Revolta contra a sede do império



«O que se está a assistir na Europa com os acontecimentos na Grécia, particularmente a grande maioria de votantes que recusaram as políticas de austeridade embora não haja condições para dela se descartarem, no referendo que o governo grego decidiu convocar, é motivo para uma reflexão acerca das relações de Berlim com os restantes Estados da União Europeia (nomeadamente com os respectivos povos), especialmente aqueles que adoptaram a moeda única.

Adiante-se que não me parece que os dirigentes gregos consigam o que pretendem. Quando muito a sua forte teimosia poderá conseguir que a União Europeia autorize uma reestruturação da dívida, reduzindo em parte o montante de juros que está a pagar aos credores, cujo valor retira qualquer possibilidade de enveredar por políticas de crescimento económico.

O que pretendo é chamar a atenção para o clamor da população grega contra Berlim, que é acusada de prosperar à custa da crescente miséria dos países do Sul, evidenciando um antigermanismo acentuado. (...)

A adopção da moeda única, que não é igual ao marco alemão mas está mais próximo dele do que das anteriores moedas dos países do Sul, particularmente dos mais fracos, veio criar a estes sérios problemas, dos quais se destaca como central a perda de liberdade de acção, tanto externa como interna. Estão permanentemente ameaçados pelo impacto de crises. (...) Estes países, nomeadamente os respectivos governos, sentem-se manietados por um invisível colete-de-forças, por se verem impotentes para modificar a situação.

Só a existência de um mecanismo de transferências compensatórias dos países mais ricos, beneficiados com o euro, para os mais pobres, por ele prejudicados, poderia atenuar aquilo que estes sentem como injustiças, gerando um mal-estar difícil de atenuar.

Esta “malaise” leva os povos a considerar como culpados aqueles que mais vantagens retiram dos dispositivos existentes, ou seja, os alemães. Como resultado do poder que lhe atribuem. O que se traduz em medo e inveja. (...)

Mas basta observar Schäuble, ministro das finanças alemão, cuja insuportável arrogância se manifesta quando, aparentemente em tom de brincadeira, vai revelando o que pensa realmente sobre o poder imperial de Berlim sobre os restantes países europeus particularmente os periféricos. Ao afirmar que talvez valesse a pena falar com o secretário de tesouro norte-americano, a fim de apresentar a proposta de trocar a Grécia por Porto Rico.

É contra manifestações de imperialismo deste tipo que se insurgem os cidadãos de uma Europa que, infelizmente, se deixou capturar pelas malhas do euro, ficando sem opções próprias. Parecendo, agora, restar-lhe apenas um único caminho - a obediência cega aos ditames alemães como “bons alunos”. Em vez de vários países em idênticas circunstâncias e com os semelhantes problemas conjugarem as suas posições e procurarem caminhos comuns para conseguirem massa crítica suficiente e assim poderem influenciar quem tem a última palavra em termos de decisão – a chanceler alemã. »

José Loureiro dos Santos
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11.7.15

Nós somos a próxima Grécia



Nicolau Santos, na caderno de Economia do Expresso de 11.07.2015 
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Dica (93)




«My conviction is that the German finance minister wants Greece to be pushed out of the single currency to put the fear of God into the French and have them accept his model of a disciplinarian eurozone.» 
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Jornalismo de bancada



«Depois da vitória do "Não", com 61%, e perante os festejos de gregos na rua com cartazes do "Oxi", uma jornalista da SIC perguntava a um comentador: "Estes gregos estão a festejar exactamente o quê?" - com toda a certeza, não estavam a festejar as notas no curso de jornalismo obtidas pela pivô.

Há uma espécie de desprezo em relação ao Syriza que justifica que os jornalistas digam o que lhes apetece, no tom que mais lhes agrada. (...) O resultado do referendo grego foi uma dor de cabeça para esta gente porque era mais fácil chamar radical ao Tsipras e ao Varoufakis do que a um povo. Torna-se complicado diminuir uma nação sabendo que existem pessoas que usam gravata e não vão a reuniões, com bancos, com uma t-shirt mal engomada e que deixa antever os mamilos. (...)

Este tipo de desinformação e comentário irónico tem sido uma constante neste assunto, o que me leva a concluir que a comunicação social é a grande derrotada deste referendo grego; e por números muito maiores do que o "Sim".

Resumindo, que estou a terminar, a nossa comunicação social fez tudo para justificar o voto e a vitória do "Sim", como se fôssemos a ir votar. Fosse eu uma pessoa desconfiada e diria que estão a treinar para qualquer coisa.»

João Quadros
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