7.5.13

Povos Unidos



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Luiz Pacheco



Faria hoje 88 anos e, se ainda por aqui andasse, o Luiz Pacheco seria certamente tão irreverente como sempre foi – o que daria muito jeito nos tempos que vão correndo.

Aqui, pode ser encontrada muita informação sobre a sua pessoa e a sua obra. E a leitura de Puta que os pariu! – A biografia de Luiz Pacheco, de João Pedro George, é absolutamente obrigatória.




Texto de uma intervenção pública de Luiz Pacheco:

O QUE É O NEO-ABJECCIONISMO

Chamo-me Luiz José Machado Gomes Guerreiro Pacheco, ou só Luiz Pacheco, se preferem. Tenho trinta e sete anos, casado, lisboeta, português. Estou na cama de uma camarata, a seis paus a dormida. É asseado, mas não recebo visitas. Também não me apetece fazer visitas. A Ninguém. Estou bastante só. Perdi muito. Perdi quase tudo.

Perdi mãe e perdi pai, que estão no cemitério de Bucelas. Perdi três filhos – a Maria Luísa, o João Miguel, o Fernando António –, que estão vivos, mas me desprezam (e eu dou-lhes razão). Perdi amigos. Perdi o Lisboa; a mulher, a Amada, nunca mais a vi. Perdi os meus livros todos! Perdi muito tempo, já. Se querem saber mais, perdi o gosto da virilidade; se querem saber tudo, perdi a honra. Roubei. Sou o que se chama, na mais profunda baixeza da palavra, um desgraçado. Sou, e sei que sou.

Mas, alto lá! sou um tipo livre, intensamente livre, livre até ser libertino (que é uma forma real e corporal de liberdade), livre até à abjecção, que é o resultado de querer ser livre em português.

Até aos trinta e sete anos, até há bem pouco tempo ainda, portanto, julguei que podia, era possível, ser livre e salvar-me sozinho, no meio de gente que perdeu a força de ser (livre e sozinha), e já não quer (ou mui pouca quer) salvar-se de maneira nenhuma. Julgava isto, creiam, e joguei-me todo e joguei tudo nisto. Enganava-me. Estou arrependido. Fui duro, fui cruel, fui audaz, fui desumano. Fui pior, porque fui (muitas vezes) injusto e nem sei bem ao certo quando o fui. Fui, o que vulgarmente se chama, um tipo bera, um sacana. Não peço que me perdoem. Não quero que me perdoem nada. Aconteceu assim.

Eu para mim já não quero nada, não desejo nada. Tenho tido quase tudo que tenho querido, lutei por isso (talvez o merecesse). Agora, já não quero nada, nada. Já tudo, tanto me faz; tanto faz.

Agora, oiçam: tenho dois filhos pequenos, o Luis José, que é o meu nome, e a Adelina Maria, que era o nome de minha Mãe. O mais velho tem 4, a pequenita dois, feitos em Fevereiro, a 8. Durmo com uma rapariga de 15 anos, grávida de sete meses, e sei que ela passa fome. É natural que alguns de vocês tenham filhos. Que haja, talvez, talvez por certo, mães e pais nesta sala. Não sei se já ouviram os vossos filhos dizerem, a sério, que estão com fome. É natural que não. Mas eu digo-lhes: é essa uma música horrível, uma música que nos entra pelos ouvidos e me endoidece. Crianças que pedem pão (pão sem literatura, ó senhores!) pão, pãozinho, pão seco ou duro, mas pão, senhores do surrealismo, e do abjeccionismo, e do neo-realismo e mesmo do abstraccionismo! Este mês de Março que vai acabar ou já acabou, pela primeira vez, eu ouvi os meus filhos com fome. E pela primeira vez, não tive que lhes dar. Perdi a cabeça, para lhes dar pão (ainda esta semana). Já não tenho que vender, empenhei dois cobertores, e um nem era meu. Tenho uma máquina de escrever, que é a minha charrua, e não a posso empenhar porque não a paguei; e tenho uma samarra, que no prego não aceitam porque agora vai haver calor e a traça também vai ao prego… Já não tenho mais nada. Tenho pedido trabalho a amigos e a inimigos. Humilhei-me, fiz sorrisos. Senti na face, expelido com boas palavras e sorrisos, o bafo da esperança, da venenosa esperança; promessas; risinhos pelas costas. Pedi trabalho aos meus amigos: Luís Amaro, da Portugália Editora; Rogério Fernandes, de Livros do Brasil; Artur Ramos; Eduardo Salgueiro, da Inquérito; dr. Magalhães, da Ulisseia; e Bruno da Ponte, da Minotauro, aqui presente, decerto. Alguns têm-me ajudado; mas tão devagarinho! tão poucochinho!

Sim, porque eu não faço (já agora, na minha idade!) todos os trabalhos que vocês querem! Só faço, já agora, coisas que sei e gosto: escrever umas larachas; traduzir o melhor que posso; mexer em livros, a vendê-los ou a fazê-los.

Nem quero vê-los a vocês, todos os dias! Ah! Não! Era o que me faltava! Vocês têm uma caras! Meu Deus, que caras que nós temos! Conhecem a minha? Vão vê-la ali ao canto, na folha rasgada do meu passaporte (sim, porque viagens ao estrangeiro (uma…) também já por cá passaram…) Viram? É horrível!… A mim, mete-me medo! Mas é uma cara de gente. E isso não é fácil.

Dizia eu: eu quero trabalhar na minha máquina, sozinho, ou rodeado da minha Tribo: os miúdos, uma mulher-criança, grávida. E, às tardes, ir passear pela Avenida Luísa Todi ou na ribeira do Sado. Acho que nem era pedir muito. E para mim, é tudo.

Já pedi trabalho a tanta gente, que já não me custa (envergonha) pedir esmola. Confesso-lhes: até já o fiz, estendi a mão à caridade pública, recebi tostões de mãos desconhecidas, de gente talvez pobre. E tenho pedido emprestado, com a convicção feita que não o poderei pagar. É assim.

Eu para o Luiz Pacheco, repito, não quero nada, não desejo nada, não preciso de nada; mas para os bambinos! E para o bebé que vai nascer! Roupas; leite; pão; um brinquedo velho… Dêem-me trabalho! Ou: dêem-me mais trabalho.

E para findar esta Comunicação, remato já depressa:

Peço uma esmola.

(Daqui.)
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Ainda há manicómios com regime de internamento, certo?

Portas, o verdadeiro artista?



«Paulo Portas sabe que nunca ganhará eleições em Portugal. A direita verdadeira precisa que passem várias gerações para ganhar eleições em Portugal. Precisava que o 25 de Abril se desvanecesse geracionalmente, agora precisa que esta intervenção liberal da troika o acompanhe no tempo.

Mas Portas acredita que, bem manobrado, o seu pequeno bote pode chegar longe. Pode sair desta crise como o verdadeiro líder salvador do país, com ideias próprias, muito trabalho e muita campanha. A elite já percebeu isso, Portas já conquistou apoios e cumplicidades entre algumas das personalidades mais influentes da vida política, económica e empresarial do país. (...)

Paulo Portas sobreviveu a uma passagem difícil pelo poder. E já está a trabalhar para sobreviver a outra, desta vez desastrosa. A tarefa agora é bem mais complicada. Demitir-se seria afundar tudo e todos. Demarcar-se, chegar-se à proa do navio que ainda está à tona, é a única via. Porque o seu pequeno bote, bem manobrado, pode ser a diferença entre escapar ferido mas mais vivo politicamente que nunca, ou afundar-se no naufrágio em que se transformou este país desgovernado. E pouco importa ganhar eleições depois, se todos os sobreviventes estiverem agarrados a frágeis tábuas de salvação enquanto por eles passa um bote pequeno, mas bem manobrado.»

Pedro Ferreira Esteves

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«Passos Coelho e Vítor Gaspar, à vez, parecem-se cada vez mais com o mítico Sísifo: estão condenados pelos deuses da Europa a empurrar eternamente até ao cume de uma montanha uma roda de mármore que acaba sempre por voltar a cair no vale.

Sempre cada vez mais longe do cume e mais perto do verdadeiro pântano. É aqui que o núcleo duro do Governo não necessita de oposição: vai-se derrotando a si próprio. Paulo Portas, no domingo, só ajudou a empurrar mais um bocadinho a roda para baixo. (...)

Passos Coelho continua a olhar para trás. Portas olha para a frente. E estabeleceu uma linha, a partir da qual deixa de ser solidário: o dia em que a troika sair daqui, em 2014. Criticou a Europa e o FMI, explicou as medidas e estabeleceu a fronteira para a austeridade sobre os reformados.

Portas mostrou que já há dois Governos: um, dele com o CDS e algum PSD; o outro com Vítor Gaspar e ainda com Passos Coelho. A curto prazo o primeiro-ministro terá de decidir se continua a ser o ajudante de Sísifo. Falta um ano para o grande eclipse se nada mudar. Portas fez o aviso.»

Fernando Sobral

(Os links podem só funcionar mais tarde.)
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6.5.13

Ó tempo, volta para trás



(Clicar para ler)
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A menina Etelvina sonhou com Paulo Portas



A menina Etelvina morreu em 1975, à beira de completar 93 anos. Há muito que estava frágil, magérrima, muito calma e quase sempre calada. Até quase ao fim, numa cadeira baixinha, ao fundo do longo corredor da casa que já a tinha visto nascer, fazia metros e metros de renda para entremeios de lençóis, cortinas para vidraças, naperons de todos os tamanhos e feitios.

Mas de vez em quando acordava muito nervosa e contava umas histórias esquisitas: dizia ela que eram sonhos onde via o que ia acontecer daí a muito tempo. A família achava que devia ser dos nervos e até a levou ao Miguel da farmácia para ele lhe fabricar um velho calmante, com pó tirado de vários frasquinhos.

Numa manhã acordou aos gritos. Que ouviu um senhor dizer que os avós iam ter de ajudar os filhos desempregados e até os netos (mas então vai ficar tudo ao contrário?). Que iam fechar outra vez as fronteiras, ele disse que havia uma que não podia deixar passar e que isso tinha a ver com reformados (mas porquê?) Que esse senhor até era ministro mas não primeiro, tinham dito que era segundo ou terceiro (mas então, no futuro, vai haver segundos-ministros?). Que ele não queria um cisma grisalho (grisalha tinha ela sido e cisma não é coisa de igrejas?) E que era preciso vermo-nos livres de uma gente muito má que invadiu Portugal e a que chamou troika . E foi aí que ela teve muito medo e que acordou aos gritos.

Deram à menina Etelvina uma dose dupla do calmante da farmácia do Miguel e ela foi fazer renda na cadeira baixinha. Mas muito preocupada com o seu país. 
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Da série «Cartas de Amor»



Este é o texto da tal carta que Passos Coelho escreveu à troika e cuja cópia terá enviado a António José Seguro quando este ia a caminho de uma entrevista na a TVI, na passada sexta-feira.

Nada de novo? Certamente. Mas depois da intervenção de Paulo Portas, ontem ao fim do dia, percebe-se melhor que o «consenso» que se diz procurar se situa, antes de mais e talvez exclusivamente, dentro do próprio governo. Esta frase tornou-se cristalina: «o valor global agora apresentado é superior ao necessário, dando-nos assim uma margem para diminuir a contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões».


Lisboa, 3 de Maio de 2013
José Manuel Durão Barroso
Mario Draghi
Christine Lagarde

Na nossa carta de 10 de Abril assumimos o compromisso de identificar medidas de consolidação orçamental para 2014 e 2015 no valor de aproximadamente 2,5% do PIB. Escrevo hoje para vos informar das decisões tomadas recentemente pelo Conselho de Ministros.

Ontem mesmo decidimos propor a consulta pública um conjunto de medidas neste âmbito (ver tabela anexa) [*]. O processo envolverá agora os partidos políticos representados na Assembleia da República, a sociedade civil e os parceiros sociais. A iniciativa do Governo cumpre de forma substantiva a “ação prévia” prevista para conclusão do sétimo exame regular do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal. De forma a permitir a construção do consenso, está previsto que algumas medidas sejam substituídas por outras de semelhante qualidade e efeito orçamental. Acresce que o valor global agora apresentado é superior ao necessário, dando-nos assim uma margem para diminuir a contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões caso sejamos bem sucedidos na obtenção de poupanças estruturais noutras áreas, nomeadamente nos consumos intermédios do Estado.

No contexto do sétimo exame regular, as equipas da CE, BCE e FMI tiveram oportunidade de analisar medidas potenciais semelhantes às agora apresentadas. Tal deverá facilitar a sua apreciação final. A especificação detalhada destas medidas continuará a ser discutida entre as equipas técnicas nos próximos dias.

As medidas agora apresentadas colocam Portugal num claro e credível caminho para contas públicas equilibradas e para a redução da dívida pública, assegurando assim o cumprimento das regras comunitárias de disciplina e estabilidade orçamentais. Em 2011 e 2012 Portugal reduziu a sua despesa primária de 48% para 42% do PIB. Para 2014 e 2014 queremos centrar o nosso ajustamento em medidas permanentes de redução de despesa pública.

Com base no nosso esforço e no apoio internacional seremos capazes de estabelecer acesso pleno aos mercados e assim concluir com sucesso o Programa de Assistência. Após o Programa, Portugal assegurará condições para um crescimento sustentado e gerador de emprego, dada a profundidade e abrangência de reformas empreendidas nos mercados de trabalho e de bens e serviços. A estabilidade futura será ainda reforçada através de mudanças profundas nas regras e procedimentos orçamentais.

Com os meus melhores cumprimentos,

Pedro Passos Coelho 

[*]  Ver aqui Tabela aqui e Notas Explicativas. 
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Tirem-nos daqui



«Não é o país que está ingovernável, é o Governo. A intervenção de Portas de ontem desmente qualquer desmentido: naquela casa não manda ninguém porque aquela não é uma casa, é um quarteirão de arquitecturas inconciliáveis. Vai Passos agora demarcar-se de quem lhe liquidou três tabus? Portas pediu renegociação com a troika, pediu mais tempo, pediu para o Governo ter voz na Europa em vez de ser a voz da Europa. Gaspar, para cuja saída já estão a fazer o estrugido, está só. Até Passos, seu protector, se libertou da sua dependência intelectual ao aninhar noutra, a de Poiares Maduro. Não há convivência no Governo, quanto mais consenso fora dele. Esse é um problema de Passos, que ou o resolve ou é resolvido por ele.

É por isso que pode ser tarde de mais. Não há disponibilidade social de quem já deu tudo e não percebe se foi para nada. Não há estabilidade política de quem é incapaz de explicar o quê e o porquê das vagas de austeridade, sucessivas e contraditórias. Este não é um programa pós-troika, é um programa pós-fracasso. (...)

Os portugueses merecem flexibilização da troika e o Governo, se conseguir cortar despesa no Estado e souber o para quê e não apenas o quanto, também. Porque isto está a correr mal de mais. Não é à troika - é a nós, Portugal. Tirem-nos daqui. Não é a nós: é a eles.»

Pedro Santos Guerreiro

(O link pode só funcionar mais tarde.)
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5.5.13

A bicefalia é que está a dar



... cada vez mais e no governo também. Não se sabe é como nem por quanto tempo. Mas se Paulo Portas ganhar (já ganhou?) esta sua pequena batalha TSU II, os reformados, agradecidos e venerandos, prometem tudo fazer para que lhe seja dado o estatuto de sócio honorário da APRe! Ainda acaba a cantar a Grândola na AR, acreditem... 
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Celebração da fantasia



Foi na entrada da aldeia de Ollantaytambo, perto de Cuzco. Eu tinha-me livrado de um grupo de turistas e estava sozinho, olhando de longe as ruínas de pedra, quando um menino do lugar, esquelético, esfarrapado, se aproximou para me pedir que lhe desse como presente uma caneta. Eu não podia dar a caneta que tinha, porque estava a usá-la para fazer sei lá que anotações, mas ofereci-me para desenhar um porquinho na sua mão. Subitamente, correu a notícia. E de repente vi-me cercado por um enxame de meninos que exigiam, aos berros, que eu desenhasse nas suas mãozinhas, rachadas de sujidade e de frio, pele de couro queimado: havia os que queriam um condor e uma serpente, outros preferiam periquitos ou corujas, e não faltava quem pedisse um fantasma ou um dragão.

E então, no meio daquele alvoroço, um desamparadozinho que não chegava a mais de um metro do chão, mostrou-me um relógio desenhado com tinta negra no seu pulso:

— Quem me mandou o relógio foi um tio meu, que mora em Lima —disse ele.
— E funciona bem? —perguntei.
— Atrasa um pouco —reconheceu.

Eduardo Galeano, O livro dos abraços


E para ajudar a imaginar a cena, duas imagens de Ollantaytambo. (E o que eu não daria para lá estar de novo neste preciso momento!...)

...

Nem mais


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Contaram-nos muitas histórias



O texto foi escrito em Espanha mas podia ser português porque estamos no mesmo grande barco – esperemos, ainda, que não se chame Titanic.

«Disseram-nos que um ratinho nos deixaria a liberdade debaixo da almofada se fôssemos obedientes e dormíssemos depressa.. E nós acreditámos. Depois, escreveram num documento chamado Constituição uma série de direitos e de liberdades e pensámos que tinha finalmente chegado o dia em que todos, ao levantar os olhos, podíamos ver uma terra com a palavra liberdade. Mas crescemos, ficámos sem ratinhos e passamos agora o tempo a apalpar os bolsos porque temos a impressão de que nos roubaram esses direitos e essas liberdades. (...)

Contaram-nos histórias fascinantes, mas agora sabemos que estamos nas mãos de algumas mega-empresas financeiras e de lóbis superpoderosos que decidem o presente e o futuro de qualquer país do mundo, incluindo o nosso. Acreditávamos que os nossos parlamentares, espanhóis e europeus, decidiam e votavam pensando no interesse geral e no bem comum da cidadania que pretendiam representar, mas, na verdade, votam e decidem o que o seu partido e o seu grupo parlamentar mandam e os responsáveis destes são assessorados e persuadidos pelas grandes empresas e por lóbis, ao serviço de quem estão. (...)

Mais histórias não, por favor.»

 Na íntegra aqui. 
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