21.6.22

Colômbia

 


A ler:

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Solstício



 

Já lá vão alguns anos, mas nunca esquecerei que vivi o dia mais longo da minha vida bem ao Norte, na belíssima cidade norueguesa de BERGEN. As casas, o verde, a água, a luz, as cores do mercado – tudo lindíssimo, nada destoa!
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Passaram três anos

 


Encontrei isto, hoje, neste blogue. Reclamava-se então por causa do fecho de uma das quatro Urgências nas maternidades de Lisboa, em cada dia, durante o Verão.
Passaram três anos.
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Qué viva Colômbia!

 


«Ao contrário do que querem fazer-nos crer os ideólogos do capitalismo tecno-financeiro global e hoje dominante (também chamado neoliberalismo), a História, obviamente, não acabou nem para. Por isso, alguns deles não escondem, agora, que o modelo deve ser imposto mesmo à custa de guerras e expansionismos, confirmando que, ao contrário (talvez) do "velho e bom liberalismo", o atual não gosta de pessoas (prefere robôs e algoritmos). Apesar de tudo, os desvalidos resistem e, de vez em quando, mostram que sonhar continua a ser possível.

O mais recente exemplo de que a História não terminou aconteceu no último domingo na Colômbia: pela primeira vez na história desse país latino-americano, um candidato progressista, Gustavo Petro, foi eleito presidente da República; ao mesmo tempo, e também pela primeira vez, uma mulher negra, igualmente progressista, Francia Márquez, foi eleita vice-presidente.

Ou seja, os "nadies" (zés-ninguéns) ganharam. A vice-presidente eleita resumiu assim esta inédita ocorrência, depois de mais de 200 anos de governos elitistas (cito de cor): - "Esta foi a vitória dos despossuídos, dos pés descalços, dos que nunca tiveram nada, dos "nadies", dos povos originários, do meu povo negro, das comunidades discriminadas de LGBTQ+ e de todos os colombianos!".

Insisto no seguinte detalhe: a vitória de Petro e Francia é particularmente notável, tendo em conta que a sociedade colombiana é, historicamente, das mais elitistas e conservadoras da América Latina. Ao assistir aos atuais acontecimentos, não pude deixar de evocar uma conversa que tive em tempos com a mãe de um amigo colombiano, uma senhora simpática e gentil, que me jurou que na Colômbia não havia (?) negros. Eu, que só via negros na seleção colombiana de futebol, calei-me, por uma questão de boa educação.

Mencionar o conservadorismo, o elitismo e o racismo das classes dirigentes colombianas talvez seja pouco. O escritor José Maria Vargas Vila, por exemplo, relatava que os ditadores da Colômbia molhavam o punhal em água benta antes de assassinar alguém. A verdade é que, ao longo de toda a sua história, o país foi governado por elites brutais e sanguinárias, responsáveis por um regime baseado no terrorismo de Estado, assim como na cumplicidade com o narcotráfico e a violência das milícias.

Os "nadies" e as forças progressistas sempre se rebelaram e tentaram mudar esse estado de coisas, inclusive com o recurso à luta armada, que, na última fase, durou mais de 50 anos. Esse substrato foi permitindo ao longo dos últimos anos o crescimento eleitoral da esquerda colombiana. Por outro lado, as elites (ditas conservadoras e liberais) que, durante mais de dois séculos, se foram alternando no poder, caíram gradualmente em descrédito, ao longo do tempo. Por isso, nas últimas eleições, o candidato considerado de centro-direita, Federico Gutiérrez, não conseguiu ir à segunda volta, tendo os conservadores sido representados por um magnata ("oligarca", para usar a palavra da moda) da construção, suposto D. Juan e admirador confesso de Hitler, Rodolfo Hernández.

Desta feita, os colombianos entenderam que estavam diante de uma "eleição transformadora" (expressão do analista brasileiro Mathias Alencastro) e que, por isso, não podiam perder tempo com um aventureiro. Gustavo Petro foi inteligente e conseguiu atrair centristas e conservadores prestigiados para o seu "Pacto Histórico". Mas a escolha de Francia Márquez para vice-presidente foi um tiro na mosca: no Caribe e no Pacífico colombianos, regiões de grande concentração de populações afrodescendentes, a votação na dupla Petro-Francia foi acachapante.

O papel da nova liderança colombiana não será fácil. O país, além da desigualdade, da pobreza e do racismo, é marcado pelo crime e a violência. As relações com os EUA, que mantêm bases militares no território colombiano, são complexas. Impossível prever, pois, como será o futuro imediato. Mas o simples facto de ter ocorrido, torna a mudança eleitoral de domingo literalmente histórica.»

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20.6.22

Janelas, muitas janelas

 

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É apenas um pouco tarde

 

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O silêncio dos culpados

 

«A viragem do milénio deixou o mundo extasiado perante os efeitos da globalização económica, nos estilos e bem-estar da idade moderna. Escancararam-se as fronteiras para dar vida ao “laissez faire, laissez passer”, somaram-se as trocas e as missões empresariais aos mercados ditos emergentes. As empresas multinacionais, em asfixia concorrencial, corriam para os novos paraísos laborais cheios de gente desnutrida de condições sociais. As terras que ficavam para além da Taprobana tornaram-se o centro da produção industrial e do crescimento económico mundial. (…)

Mas estavam todos enganados. Por detrás do fervor mercantil e dos silêncios interesseiros, renasciam novos despotismos. Entre muitos outros exemplos, a Turquia, a Rússia e a China colocaram no topo do poder homens fortes, determinados a calar todos aqueles que os ousam desafiar. Engrossam-se as vozes, exaltam-se as nações e exibe-se o poder de fogo. As classes médias, destes países aburguesadas, também se acobardam, as bocas fartas perderam a vontade de falar.

Taiwan deixou de contar para o ocidente, tal como Hong Kong ou o Tibete. Pedaços de uma China imperial ávida de terras que só incomoda quando o tabuleiro do poder global se desequilibra. (…)

Na realidade, muitas são as contradições da política externa americana ao longo dos anos, não faltam maus exemplos, mas a perspetiva maniqueísta, das lutas de poder globais é um erro. Uns e outros são pautados pela lógica dos interesses, não há potências benignas e malignas, mas há umas melhores do que outras. Uma nova ordem internacional dominada pelos novos despotismos não será melhor do que a ordem internacional estabelecida. De um mundo mau, pode-se estar à procura de um mundo pior, como aconteceu tantas vezes na história.

Os tempos que correm estão fraturados entre uma parte que tem voz e outra silenciada; uma que pode erguer os punhos e outra onde estes são acorrentados. Esta é uma diferença fundamental, e não podemos ficar em silêncio na defesa dos valores em que acreditamos. Se permitirmos que a escuridão se sobreponha à luz, para além dos governos, também nós seremos todos culpados.»

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Num novo sistema tripartido, Macron napoleónico morreu

 


«Lembro-me dos debates, por essa Europa fora, e em Portugal também, em torno do apelo de Mélenchon na noite da primeira volta das últimas eleições presidenciais, quando ele ficou em terceiro. Ao dizer que nem um voto deveria ir para Marine Le Pen não teria sido suficientemente claro, dizia-se.

O sistema eleitoral para as eleições legislativas em França, de duas voltas em que podem passar mais do que dois candidatos, foi desenhado ao milímetro para favorecer o centro e afastar muitos franceses da escolha. Não espanta que tantos se vão abstendo, quando alguns dos partidos mais relevantes tinham uma representação marginal na Assembleia. Na passagem da primeira para a segunda volta, o movimento Ensemble!, de Emanuel Macron, teve uma grande queda face a 2017 – nos 577 círculos, passou de 518 na segunda volta para 420. A aliança Nouvelle Union Populaire Écologique et Sociale (NUPES, que junta a France Insoumise de Mélenchon, ecologistas, comunistas e socialistas) teve uma grande subida – passou de 146 para 390. Republicanos e democratas tiveram uma queda enorme – passaram de 300 para 75. E a extrema-direita de Le Pen uma subida: passou de 120 para 208.

Na campanha para a segunda volta das presidenciais, Macron e as principais figuras do partido criado à sua imagem e semelhança apelaram ao voto da esquerda em nome de uma “frente republicana” que partilha um conjunto de “valores comuns”. Chegada à campanha da segunda volta destas legislativas, os valores comuns passaram a ser, para os macronistas, entre os dois “extremistas”, sem distinção. Uma coligação que inclui socialistas e ecologistas foi mesmo chamada de “anarquista”.

O movimento de Macron recusou o apelo ao voto – mesmo que fosse pela negativa, como fez Mélenchon – genérico nos círculos onde não passou à segunda volta e era preciso vencer a extrema-direita. Incluindo a circunscrição onde a própria Marine Le Pen passou à segunda volta (o 11º círculo de Pas-de-Calais), enfrentando a ecologista Marine Tondelier, que concorreu pelo NUPES. Alexandrine Pintus, do Ressemble, foi eliminada na primeira volta e apelou ao voto em branco, favorecendo a eleição de Marine Le Pen. A ministra da Transição Ecológica, Amélie de Montchalin, disse "aos republicanos da esquerda e da direita para bloquearem a extrema-esquerda no domingo", pois "o seu verdadeiro projeto é a desordem e a anarquia, o permanente questionamento das nossas instituições e dos meios de comunicação social". O ex-ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, disse que "a extrema-esquerda é um perigo tão importante como a extrema-direita". Há umas semanas, apelou ao voto da “extrema-esquerda” em Macron para travar a extrema-direita. A ministra do Desporto, Roxana Maracineanu, apelou "frente republicana", mas para travar a candidata da NUPES, Rachel Keke, uma trabalhadora das limpezas que liderou uma luta laboral com a Ibis. Uma perigosa anarquista comparável aos bullies neo-fascistas, portanto.

Uma das poucas exceções ao oportunismo absoluto do macronismo foi o ministro da Educação, Pap Ndiaye, que disse o óbvio: "o combate à extrema-direita não é um princípio de geometria variável". E a porta-voz do partido, que repetiu o apelo que mereceu tantas críticas a Mélenchon, nas presidenciais: "nem um voto deve ir para a União Nacional". O que foi pouco em Mélenchon foi extraordinário nas hostes de Macron.

Isto serve para recordar o que já devia ser óbvio para todos: os neoliberais, mesmo os que se dizem centristas, preferem a extrema-direita à esquerda. Ela não lhes levanta nenhum problema relevante nas suas políticas fundamentais e funciona como fantasma para exigir os votos daqueles com quem dizem, apenas quando lhes interessa, partilhar valores comuns. Como se viu nesta campanha, não acreditam nessa partilha. E talvez tenha razão para não acreditar. Por esse mundo fora, não faltam alianças entre neoliberais e extrema-direita, não encontram muitas com a esquerda.

A esquerda deve participar na resistência à extrema-direita sem hesitações. Porque os seus valores – os mesmos que a levam a combater Boris Johnson e o seu sinistro programa de envio de refugiados para o Ruanda – não lhe permitem o tipo de relativismo moral que o partido de Macron exibiu. Mas a melhor forma de combater a extrema-direita é disputar-lhe eleitores. É ser alternativa ao neoliberalismo, nunca sua aliada.

Depois de 25% na primeira volta (o mesmo que a NUPES), Emanuel Macron perdeu, ontem, a maioria absoluta. Precisava 289 deputados, ficou-se pelo pelos 246 (39%). Longe de conseguir o sonho de liderar o governo depois de estar tão próximo do seu estertor, a esquerda afirmou-se, graças à NUPES, como a principal força de oposição: 142 deputados (32%), 155 com o resto da esquerda. Se tivesse aceitado o papel de secundarização que muitos idiotas uteis defendem, seria a extrema-direita a liderar a oposição. Conseguiu romper o bloqueio de um sistema eleitoral feito para a deixar fora do parlamento – enquanto crescia fora dele – e conquistou um número de deputados histórico: 89 (17%). Este é o legado de Macron. Na sua governação e, nesta campanha, quando os seus candidatos normalizavam a extrema-direita, comparando-a à esquerda. A direita tradicional (LR e UDI) fica-se pelos 64 deputados (7%). Uma queda a pique que, no entanto, lhes dá a possibilidade de construir maioria com a Macron.

Neste momento, Macron tem três possibilidades. A primeira é governar com a direita tradicional, aceitando o sistema tripartido que se impôs (com ele, Mélenchon e Le Pen como principais figuras, o que pela primeira vez se traduziu em representação parlamentar, mesmo que distorcida) e fazendo pontes com o espaço político a que realmente pertence, libertando definitivamente o centro-esquerda. Os republicanos disseram, no entanto, que continuariam na oposição, mas “construtiva”. A segunda é tentar dividir o bloco dos partidos da esquerda, para voltar a ter Le Pen como única alternativa. Se socialistas e comunistas caírem na esparrela voltarão a namorar a extinção depois da NUPES os ter salvo. A terceira é esperar um ano, demonstrar a ingovernabilidade da nova situação, e dissolver o parlamento. Isto, quando se adivinha uma crise económica que dificilmente lhe será favorável. Uma coisa é certa: sem maioria nem aliados, o Macron napoleónico morreu e agora tem a liderar a oposição um campo progressista que julgava ter neutralizado há cinco anos.»

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19.6.22

Legislativas em França

 



Em directo.
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Vítor Wengorovius

 


Chegaria hoje aos 85 e partiu demasiado cedo. Estive com ele dezenas ou centenas de vezes, mas não consigo recordá-lo a não ser a rir às gargalhadas ou a não ser capaz de parar uma intervenção prevista para cinco minutos e que já durava há mais de meia hora. Um ser maravilhoso.
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Parabéns, Chico

 


Chico Buarque nasceu em 19 de Junho de 1944. O tempo voa e o menino virou velho. E daí?








Cereja em cima do bolo: «Que Tal Um Samba?», publicado esta semana:


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Ignorar as necessidades de saúde de 100 milhões de deslocados não é uma opção

 


«“Ainda não encontrei uma forma de me manter calma. Sinto-me assustada a toda a hora. Pessoas como eu precisam de cuidados de saúde mental porque nos sentimos completamente desorientadas e perdidas. A minha mãe está na mesma situação - chora, vê as notícias no telemóvel e não faz ideia do que vai acontecer a seguir. A minha irmã mais nova também - não quer brincar ou socializar, só quer ir para casa”. Este é o testemunho de Olga, uma mulher ucraniana de 20 anos que acabou de regressar a casa e que descreve a sua experiência como refugiada.

Este mês assinalaram-se 100 dias de guerra na Ucrânia. Milhões de pessoas viram-se forçadas a deslocarem-se desde o início da guerra, sofrendo com o stress e a incerteza. Mais de 4,7 milhões de refugiados fugiram para países vizinhos e países de acolhimento. Milhões de pessoas estão desalojadas dentro das fronteiras do país. Tenho visto com os meus próprios olhos o impacto devastador na vida e na saúde da população quando visito a Ucrânia, a Polónia, a República da Moldáva e a República Checa. A Europa está a assistir ao maior movimento de refugiados dos últimos 75 anos.

Hoje é o Dia Mundial dos Refugiados. Hoje celebramos a força e a coragem das cerca de 100 milhões de pessoas que tiveram de fugir dos seus países de origem, o equivalente ao total da população da Alemanha e dos Países Baixos. Não satisfazer as suas necessidades de saúde não é uma opção no mundo interligado onde vivemos.

Neste momento, assistimos a uma necessidade crescente de serviços de saúde mental e de apoio psicossocial adaptados aos refugiados à medida que estes chegam aos países de acolhimento vindos da Ucrânia. A saúde mental e o bem-estar psicossocial destes indivíduos - a maioria deles mulheres e crianças - têm sido, em muitos casos, profundamente afetados pelas suas experiências, incluindo a exposição a eventos que ameaçam as suas vidas, deslocações, interrupção das ligações familiares e sociais, perda de casas e de meios de subsistência, falta de acesso a cuidados de saúde, educação e serviços sociais e receio pelos que permanecem em zonas de conflito.

Viver num cenário de conflitos armados, guerra, migração, separação familiar, testemunhar atrocidades e outros acontecimentos que ameaçam a vida pode ter consequências negativas imensas e muitas vezes duradouras para a saúde mental.

Na fase mais crítica, a maioria das pessoas vai experienciar sentimentos de angústia, ansiedade, tristeza, desespero, desesperança, dificuldade em dormir, fadiga e irritabilidade. São reações naturais e a maioria das pessoas vai melhorar com o tempo. No entanto, à medida que o conflito continua, o risco de desenvolver transtorno de stress pós-traumático aumenta drasticamente, especialmente se um indivíduo for diretamente afetado pela guerra, ou seja, se perder um ente querido ou sofrer ferimentos, por exemplo.

As crianças são especialmente vulneráveis neste contexto. Experiências altamente angustiantes podem influenciar o seu bem-estar psicológico, resultando frequentemente em problemas comportamentais e emocionais significativos.

É premente que os refugiados tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade, incluindo de saúde mental e serviços de apoio psicossocial.

Isto aplica-se a todos os refugiados, independentemente da sua origem. Lembremo-nos que ninguém escolhe ser refugiado. São pessoas que foram forçadas a sair das suas casas devido a conflitos, perseguições ou catástrofes naturais.

O Escritório Regional da Organização Mundial de Saúde para a Europa está a apoiar países de toda a Europa e da Ásia Central a satisfazer as necessidades sanitárias dos refugiados, independentemente da sua origem, para complementar os serviços e apoios existentes.

Isto significa atender às necessidades sanitárias imediatas e ajudar os países a construírem sistemas de saúde adequados aos refugiados, que considerem as barreiras culturais e linguísticas. A OMS/Europa enviou peritos, logo após o início da guerra, para a Ucrânia e para os países vizinhos para iniciar o complexo processo de coordenação da saúde mental e apoio psicossocial, para informarem os refugiados que chegam com questões de saúde mental pré-existentes sobre onde obter ajuda - quer se trate de medicação psicotrópica ou de aconselhamento.

Temos de reconhecer o facto de que o grande número de refugiados que chegam tem impacto nos sistemas de saúde, mesmo em nações mais prósperas. A antecipação e preparação para tais situações é ainda mais necessária no mundo conturbado de hoje, contribuindo para a resiliência dos sistemas de saúde e protegendo o direito à saúde para todos - incluindo aqueles que, sem culpa própria, tiveram de fugir das suas casas e pátrias.

Vamos apoiar os refugiados em toda a Europa e em todo o mundo, convertendo a solidariedade em ações práticas e sustentáveis - agora e no futuro.»

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